Talento tem idade? Um alerta aos recrutadores – Parte 1
- Maria Rejane Arboite
- 26 de nov. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de jun. de 2020
Nas minhas "andanças" por ai na consultoria, aulas, coaching para profissionais de RH tenho percebido uma ideia cristalizada em algumas pessoas ao qual discuto a seguir.
A chamada moderna gestão de pessoas traz na sua essência três elementos que são mencionados na maioria das referencias bibliográficas da área, sendo eles: talento, competência e diversidade.
Se ampliarmos o nosso horizonte em termos bibliográficos iremos perceber principalmente no Brasil que houve uma onda de publicações na década de 90 cujos autores foram pesquisando e aprimorando o modo como as organizações deveriam gerir seus trabalhadores.
A questão de olhar o trabalhador sob a ótica do seu talento abriu espaço para a discussão sobre competência e diversidade, até porque são conceitos que de certo modo se entrelaçam.
Partindo desse ponto de vista, a reflexão que trago é que talento não tem idade, gênero ou raça. Não quero discutir aqui as questões de gênero e raça, pois vejo que isso está muito bem retratado por vários pesquisadores, blogueiros e demais profissionais que discutem o trabalho na atualidade.
Mas quero alertar sobre a questão etária. Isso porque alguns e reitero “alguns” recrutadores e jovens empresários ao analisarem um currículo passam o olho pela idade do candidato e se esse estiver na faixa etária de 40 á 50 anos acabam de imediato deixando o mesmo de lado.

O currículo é um documento que demonstra os principais dados, a trajetória profissional, as capacitações, contudo não é capaz de por si só evidenciar a competência profissional e o próprio talento do candidato.
Me refiro ao famoso tripé que sempre relembro nos meus posts, conhecimento (saber), habilidade (saber fazer), atitude (saber ser). É na busca por esses elementos que os recrutadores se debruçam ao realizarem entrevistas e as mais diversas técnicas de seleção, querem compreender melhor o perfil daquele candidato e o quanto ele é capaz de cumprir com as responsabilidades e desafios do cargo que ocupará dentro daquela cultura organizacional.
Embora essa primeira etapa do processo seletivo, a triagem do currículo, seja fundamental não conseguiremos perceber a meu ver tais questões, é necessário pelo menos o contato físico com o candidato através de uma entrevista.
Vou continuar em outro post para não me alongar e cansar os interessados nessa reflexão. Até breve!
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